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14 de abril de 2016

Uma Prece!

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Bem sei que posso pintar um novo céu,
que posso plantar novas cores pelos campos;
semear amores e flores nos jardins dos corações.
Bem sei que a vida é uma página em branco,
e sei também que nela podemos colorir
com nossas cores preferidas…, (ou a falta delas).
O mundo é feito dentro de nossas escolhas.
Essas escolhas podem mudar a qualquer momento,
se assim o desejarmos…
Somos nós os portadores
de vida nova – não importa
o que me aconteça
– dos pés à cabeça –
é sempre dentro
que tudo acontece.
Numa prece há mais Vida!


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5 de abril de 2016

Urgente

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É urgente acreditar em si mesmo.
Amar a si mesmo.
Sonhar sonhos possíveis.
Assumir-se como ser transformador da vida…
Procurarmos por super-heróis e transferirmos
a outros nossas responsabilidades é covardia.
Somos a esperança de dias melhores.
Somos sementes!
Em nossas mãos, o futuro!
Torna-te cada dia melhor
sendo tu mesmo.
Sempre que não nos assumimos,
criamos uma identidade falsa de um alguém que não existe,
corrompemos o mundo.


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14 de março de 2016

Mais do Mesmo

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Eu sempre alcancei o que quis,
se tenho pouco é que de pouco me fiz.
A vida é tão simples, quero mais,
sempre mais, mais do que sempre quis…
Cá dentro do peito trago amor e giz;
rabisco algumas calçadas…
Planto flores, canto pássaros.
Mato a sede no chafariz.
Se um pássaro responde meu canto,
pronto, já sou feliz.


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27 de fevereiro de 2016

Alma do Mundo

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“…e meu espírito exulta em Deus meu Salvador.”
Lucas 1: 47

Alma, mistério profundo.
Alma do mundo…
Luz que a tudo amanhece,
começa fria, no compasso
das horas nos aquece.

Depois o calor do sol
em seu ápice meio-dia;
serenamente vamos
entardecendo
e acalmando-nos.

O entardecer nos
prepara para o
sublime espetáculo
do sol se pondo.

No corpo, sinto o mundo…
Na alma, meu eu entendo…
No espírito, o encontro com Deus.

Cai a noite, hora de serenar.
Corpo-alma-espírito se alinham…

Hora de apenas deixar
que o brilho das estrelas
nos descanse ao luar.


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25 de fevereiro de 2016

Poesia à Vida

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Hoje o céu amanheceu azul.
Aquele azul das janelas e portas dos casarões antigos…
Aqueles casarões que abrigavam famílias
e histórias vivas do século passado…

Olho para o céu de infinito azul
As nuvens passam lentamente.
Mais rápido passam meus pensamentos,
acompanhando a aceleração da vida moderna
que corre, corre, corre e morre!

Um pássaro me distrai com seu
grunhido feliz: o guaxo;
chega com sua amada,
agradecidos por mais um dia
e uma bela refeição…
Quando saem em voo
revelam-nos o vermelho da paixão
na aliança do acasalamento.

O sol estala as folhas
que se despedem das árvores.
Desgarram-se do tronco que as
alimentou por toda vida…

Olho para a árvore.
Sinto um desejo enorme de,
assim como ela, apenas ser.

Ali, feliz em sendo árvore,
recebe o vento e dançam juntos no tempo.

E por estarem ali, felizes,
atraem para si a diversidade da vida;
celebram um banquete em honra
ao grande mistério do amor.

Como parece simples para a árvore ser árvore;
exerce, apenas, sua vocação.

A árvore não se preocupa em querer voar…
ela abriga os que voam,
e é feliz assim.
Oferece-lhes sombras, alimentos e abrigo,
contente em servi-los.

A árvore é receptiva
e acolhe a todos os que
em suas sombras buscam o repouso.
A estes oferece o seu frescor.

Olho para as folhas que,
sorrindo, brindam-me.
Eu sorrio para elas,
as contemplo e tiro meu chapéu
– mas eu não tenho chapéu;
é como se o tivesse,
pois, dentro em mim
sou uma tradição inteira.

Carrego comigo, em meu próprio umbigo,
minha morada.
Moro em meu próprio corpo…

O nascer do sol
refletindo as folhas
revela a vaidade das árvores,
que ajeita suas copas,
assim como fazem as jovens
ao vê-las refletidas no espelhamento
dos carros parados nas calçadas…

As árvores, assim como as jovens
sabem que são belas.

Eu sei que a árvore
me sente e me vê.
Assim como a sinto e vejo.
Somos iguais e nos acolhemos
em espírito

Quando sento à sua sombra,
e ela me encanta
com sua canção de ninar,
durmo em seu carinho.

Quando em sua presença,
acalmo, fecho meus olhos,
reencontro-me.

*

Foto: Cris Simoura


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24 de fevereiro de 2016

Versos de Felicidade – Para Milena e Paulo

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O amor grita em teus olhos.
Reluzentes. Cintilantes. Lubrificados.
Sussurra-me aos ouvidos uma alegria
voraz sem unção de palavras.

Toco teus lábios em meus pensamentos.
Neste intento, beijos inda suspensos,
perdem-me num infinito existir
neste céu interior ampliado.

Cada futuro viveremos no hoje.
Cada manhã um novo amor renascerá.
Laços de famílias nos sitiam
neste paraíso particular.

Teu corpo nu, aquecido ao meu,
vai construindo nossos sonhos.
O sol, este mesmo sol dos tempos,
aquece-nos e doura-nos a teu modo.

Em bosques verdes nossos corpos
acendem-se num fio de prazer sem fim.
Por entre nuvens, montanhas e gramas,
teus beijos quentes cobriram-me…

Não me ames apressadamente.
O amor habita o solo da eternidade
onde não há evidências de tempo.
Dou-te meu coração em graça.

A alma humana já foi vitimada
de intransigentes desejos que se perderam.
Quantas canções nos embalaram
do fundo de nossa solidão?

Quantos amores vimos sofrer?
Quantos amores assistimos perecer?
Todos tão prematuros e desiguais…
Mas nenhum amor é o nosso amor.

Vamos regar juntos todas as flores
com suas folhagens infindas em cores.
É só no amor que existimos.
É só o amor que somos!

Sigamos juntos, sinto fome de tua presença…
Que nossas vidas, sonhadas, sejam apenas sombras de nossa vivência.
No centro de meu ser tropeço no que sou.
Eis-me aqui, inteiro. Sou esse misto de sentimentos aflorados.

Nossas vidas foram cruzadas.
Vimo-nos vivendo lado a lado.
Sigamos nossos desejos.
Teu sorriso me sorri inteiro.

Às vezes nem distingo mais
se sou eu ou você quem fala em mim.
Quando juntos nossos braços velejam infinitos mares,
ou criam-nos asas que nos perdem num espaço-tempo.

Conheço-te mais que a mim.
Sabes bem mais de mim que sei.
Eis o mistério a dois.
Eis o mistério do amor!


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4 de fevereiro de 2016

Dialogando com Platão

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De costas para a vida
o homem acredita nas sombras.
A luz dói no ventre
de tuas retinas
tão acostumadas
com a penumbra dos fatos.
Cada sombra projetada é
minuciosamente arquitetada
pelos doutores do aparente.
Cá fora, onde me cubro com
a mortalha de um corpo,
os desprovidos
da razão cantam e voam
em plena liberdade.
O saber que escraviza
é o mesmo que liberta…


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Hipocrisia
Uma Prece!
Urgente
Mais do Mesmo
Dia Nacional da Poesia – Homenagem a Castro Alves
Alma do Mundo
O Tempo…
Poesia à Vida
Versos de Felicidade – Para Milena e Paulo
Dialogando com Platão