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4 de julho de 2015

Noé

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Noé, tudo o que sempre quis
foi tua liberdade; ver-te livre
de verdade, enfrentando maus
e bons tempos; chuva ou vento.

O que eu sempre quis foi
ver-te em liberdade, tal como eu;
mas você se perdeu, Noé.

Sonhei tê-lo como parte das árvores
e na paisagem senti-lo folha.
Você fez vôos longos em horas difíceis.
Desafiou o tempo com sua corrente
de ventos; voou sem destino…
Por onde andas Noé?

Enfrentou a solidão, tão só! A solidão é
melhor quando vivida a dois, Noé. Você escolheu
a multidão: na multidão nada se resolve,
tudo, em pó, se dissolve.
A multidão é ilha sem volta!

Eu te dei Alforria, Noé.
Hoje vive em minhas poesias.
A saudade do teu canto vive no cantar
de todos os pássaros… Mas, como dói.

 

 

*Imagem extraída da internet sem código do Autor.


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