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30 de maio de 2016

Filho do Silêncio

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Um grito ecoa dentro do abismo de minha alma;
um grito de liberdade;
uma liberdade jamais encontrada.
Livre de todos os deuses abomináveis
que reinam no espírito da Terra…
Livre de todos os desejos e ambições humanas…
Livre do pensamento que aprisiona a alma.
Quero existir, apenas, e isso
é o melhor de mim…
Que a terra inteira sirva-me de exílio,
sem idiomas ou religiões.
Que a vida seja maior que qualquer morte;
e, que a morte, quando vier, seja recebida
num banquete sagrado e festivo.
Não roubem-me a liberdade: quero apenas ser;
ser o mais parecido comigo,
com minha essência do além-físico.
Alma abstrata, instinto selvagem.
Deixem-me só a guiar-me o destino…
Que mal fiz aos deuses?
A verdade trago-a impressa
na alma. Justiça e razão
são traços íntimos do meu espírito animal.
Sou filho do silêncio,
lá onde nasce o tempo.


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