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24 de julho de 2016

Tempo-Vida

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Debaixo do céu tudo finda.
Homem. Pedra. Cacimba.
Debaixo do céu tudo se sujeita ao Tempo.
Mil anos. Um dia. Um momento.
Vida – nem longa nem curta.
O que mede a vida é o Amor.
O que levamos e o que ficou.
Há amor de um momento
do tamanho da eternidade.
Sabedoria. Mistério. Verdade.
Deus assim vai agindo em nós.
Vida. Tempo-Vida. Mistério!


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6 de julho de 2016

Revolução Silenciosa

Eu bem sabia - Manoel de Barros

Quando um pássaro canta
ele não pensa em transformar
o mundo…, no entanto, o mundo
seria menos belo sem o cantar
colorido dos pássaros…

(Imagem extraída da Internet sem código do autor)


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2 de junho de 2016

Golpe

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Faz tempo que é noite no Brasil;
noite de trevas desce; turva nas
caladas onde tudo se finge mas nada acontece.
Há sempre um povo
que morre para outro vir a lutar.
Se não há interesse em conhecer a realidade,
bebe-se cervejas pelos bares.
O silêncio que mais mata e incomoda
é o da estupidez…


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30 de maio de 2016

Filho do Silêncio

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Um grito ecoa dentro do abismo de minha alma;
um grito de liberdade;
uma liberdade jamais encontrada.
Livre de todos os deuses abomináveis
que reinam no espírito da Terra…
Livre de todos os desejos e ambições humanas…
Livre do pensamento que aprisiona a alma.
Quero existir, apenas, e isso
é o melhor de mim…
Que a terra inteira sirva-me de exílio,
sem idiomas ou religiões.
Que a vida seja maior que qualquer morte;
e, que a morte, quando vier, seja recebida
num banquete sagrado e festivo.
Não roubem-me a liberdade: quero apenas ser;
ser o mais parecido comigo,
com minha essência do além-físico.
Alma abstrata, instinto selvagem.
Deixem-me só a guiar-me o destino…
Que mal fiz aos deuses?
A verdade trago-a impressa
na alma. Justiça e razão
são traços íntimos do meu espírito animal.
Sou filho do silêncio,
lá onde nasce o tempo.


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29 de maio de 2016

Lua Nova

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Quantas vezes só me dava conta do sol, quando muito chovia;
e de chuva, após ensolarados dias onde tudo de sede morria…
Quantas vezes a lua cuidava de minhas noites estreladas e nem sequer a cumprimentava…
A lua, para cuidar de mim, enfrentava só a escuridão do abismo, e, de volta ingratidão levava…
Quantas flores enfeitavam jardins, coloriam, exalavam perfumes por onde eu passava…,
eu mal notara suas vidas presentes.
Um cansaço sem fim domava meu espírito e me cegava.
Hoje, leitor assíduo de uma natureza viva,
leio e releio livros inteiros a cada manhã que me poesia…
Se passo a noite por entre árvores que dormem, silencio!
Se um pássaro gorjeia na manhã
que pousa em mim, ou uma borboleta beija a flor de minha alma nova,
beijo o universo inteiro com meu novo olhar de amor.


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27 de maio de 2016

Canção

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Toca fundo em minh’alma
uma canção de um cheiro sem igual.
No céu um ruído de pensamentos.
A noite faz pausa de dias turbulentos
e oferta-nos um luar romântico.
O relógio, que come o tempo, dorme.


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24 de maio de 2016

E Agora, Jucá?

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E agora, Jucá?
A festa acabou…
A luz (acendeu).
O povo acordou.
A cobra comeu.
A farsa caiu.
As máscaras caíram.
Não vamos Temer…!
Não vamos fugir!
Nós vamos lutar!
E agora?
E agora, Jucá?


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9 de maio de 2016

Metamorfose

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Pode-se transformar a vida
em algo maior que a morte.
Aqueles que regam jardins,
dentro de si, cantam
pássaros por entre teus poros.
Só quem tem a filosofia
das borboletas
entranhada na
própria vida,
compreendeu
bem a mensagem
das flores.


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