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6 de julho de 2015

40 e Poucos

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Tenho quarenta e poucos anos.
Nos primeiros quinze tudo magia.
Pelas ruas noite e dia sorria, corria;
pelas pastagens corria, sorria…

Depois os trabalhos engoliram-me inteiro.
Janeiro a janeiro vida sendo roubada.
(Tinha que ser alguém… Na família reza diária).
De princípio acomodei-me à vida, sempre outra!

Junto à pressa perdi corrida e pasto;
Perdi sonhos. Vesti máscaras do engano.
Lentamente os compromissos roubaram-me.
Estudei, estudei, para saber que nada sei.

Hoje, desaprendido, quero ressonhar a vida.
Ainda há tempo. Gastamos vida para darmos
vida aos sonhos. Às vezes é preciso perder.
Chega de vagar. A vida palpita sem pressa.

Hoje, o que importa? O que verdadeiramente me importa?
Aos quarenta e poucos anos sinto-me bem jovem.
Recomeçar é uma ordem. Novo alento!
O universo cuida e direciona os desatentos.

Aprendi desaprendendo.
Alguns amigos se foram.
Outros muitos estão por vir.
Sigo em frente!

 

*Fotografia: Cris Simoura


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